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Crianças e adolescentes em transição de modalidade de atendimento. Deixe o seu contato e a equipe retornará. infantojuvenil@sersaudemental.com.br
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Central de Dúvidas

As perguntas que as famílias fazem antes de marcar

Respostas diretas, sem jargão e sem promessa. Cada uma começa pela resposta e só depois explica. Se a sua não estiver aqui, fale com a equipe.

Primeiros sinais

O que costuma acender o alerta em casa ou na escola, e o que fazer com isso.

Quais são os primeiros sinais de autismo na criança?#

Não existe um sinal único, e nenhum sinal isolado fecha um diagnóstico.

Os pontos que mais aparecem no relato das famílias são atraso ou perda da fala, pouco contato visual, dificuldade em brincar junto com outras crianças, movimentos repetidos, reação intensa a barulho ou textura, e apego forte à rotina. Uma criança pode ter vários desses pontos e não ser autista, e pode ser autista sem ter quase nenhum deles. É por isso que a resposta vem de uma avaliação, e não de uma lista.

Como funciona a avaliação

Meu filho tem atraso na fala. O que fazer primeiro?#

Procurar avaliação, sem esperar para ver se passa sozinho.

Atraso de fala tem várias causas possíveis e nem todas são autismo: pode ser audição, pode ser uma questão de linguagem isolada, pode ser parte de um quadro mais amplo. O primeiro passo é uma conversa e, a partir dela, a avaliação com quem sabe separar essas hipóteses. Esperar costuma custar tempo em uma fase em que tempo faz diferença.

Como funciona a avaliação

A escola sugeriu avaliar. Isso significa que tem algo errado?#

Significa que alguém que convive com muitas crianças notou algo que vale olhar.

A escola vê a criança em um contexto que a família não vê: um grupo grande, com regras, transições e demandas o tempo todo. Uma sugestão de avaliação não é diagnóstico, nem julgamento sobre a criação. É informação, e informação é exatamente o que a avaliação usa como matéria-prima.

Com que idade dá para avaliar?#

Não existe idade mínima para uma conversa.

Sinais de desenvolvimento podem ser observados desde os primeiros anos, e a avaliação se adapta à idade: com crianças pequenas ela se apoia mais na observação e no relato dos responsáveis; com crianças maiores e adolescentes entram outros instrumentos. O centro atende crianças e adolescentes.

Meu filho já foi avaliado e não deu nada, mas continuo achando algo. E agora?#

Uma avaliação anterior não encerra o assunto quando a percepção persiste.

Quadros de neurodesenvolvimento podem ficar mais evidentes conforme a demanda sobre a criança aumenta: entrada na escola, alfabetização, adolescência. Se a percepção continua, vale trazer a avaliação anterior e conversar. Reavaliar não é desconfiar de quem avaliou antes, é olhar um momento diferente.

Avaliação e diagnóstico

Como se chega a um diagnóstico, quem participa e o que a família leva para casa.

Como é feito o diagnóstico de TEA e quem faz?#

É clínico e é médico. Nenhum exame responde sozinho.

Um profissional médico conduz a investigação: ouve a história da criança e da família, observa a criança e pode solicitar uma avaliação neuropsicológica para aprofundar. A conclusão sai do conjunto dessas informações. Depois do diagnóstico, cada área da equipe faz a própria avaliação funcional, e é daí que nasce o plano de cuidado.

Ver o percurso completo

Quanto tempo leva a avaliação?#

Depende do caso, e prazo fechado nós não prometemos.

A avaliação neuropsicológica, quando indicada, envolve várias sessões de aplicação de testes e depois a redação do laudo. Na primeira conversa explicamos o percurso previsto para o caso de vocês. O que não fazemos é vender um prazo que depende do ritmo da criança.

Ver o percurso completo

Existe exame de sangue ou de imagem que detecte autismo?#

Não. Nenhum exame diagnostica autismo.

Exames podem ser solicitados para investigar ou descartar outras condições, mas o diagnóstico de TEA é clínico: vem da observação, da história e de instrumentos aplicados por profissionais. Desconfie de qualquer serviço que ofereça um teste definitivo.

Qual a diferença entre TEA e TDAH?#

São condições diferentes, e podem estar juntas na mesma criança.

O TEA envolve principalmente comunicação social, padrões de comportamento e processamento sensorial. O TDAH envolve atenção, impulsividade e autorregulação. Os dois coexistem com frequência e um pode encobrir o outro na primeira observação, o que é justamente a razão de a investigação não partir de uma hipótese fechada.

Psiquiatria infantojuvenil

Já temos laudo de outro lugar. Precisa refazer tudo?#

Não necessariamente. Um laudo recente costuma ser aproveitado.

O que fazemos nesse caso são as avaliações funcionais de cada área, que respondem uma pergunta diferente da do diagnóstico: o que esta criança precisa agora. Traga o laudo e os relatórios já na primeira conversa.

Vocês emitem laudo para escola ou para benefício?#

Emitimos quando a avaliação sustenta o que está escrito no documento.

O que não fazemos é laudo sob encomenda: o documento é consequência da avaliação, nunca o ponto de partida dela. Se a escola pediu um relatório, traga por escrito o que foi pedido, porque isso ajuda a direcionar o trabalho.

Terapias e acompanhamento

O que muda depois do diagnóstico, como o plano é montado e por quanto tempo dura.

Como funciona a intervenção para autismo?#

Sessões com objetivos definidos, montadas a partir da avaliação da equipe.

Cada área trabalha uma parte: comunicação, autonomia no dia a dia, convivência, regulação, aprendizagem. As áreas planejam juntas, para a criança não receber vários tratamentos paralelos que não se falam. Parte do trabalho acontece fora da sala, em situações reais, porque é onde a habilidade precisa existir.

Terapias e intervenção

Quantas sessões por semana meu filho vai precisar?#

Isso sai da avaliação funcional, não de uma tabela.

Uma criança pode precisar de duas áreas, outra de quatro, e a mesma criança pode precisar de mais em um momento e de menos em outro. Mais horas não significam mais evolução: uma carga excessiva compete com a escola, com a convivência e com o descanso, e nesse ponto deixa de ser terapêutica.

Terapias e intervenção

Existe cura para o autismo?#

Não, e ninguém deveria prometer isso a uma família.

Autismo não é doença a corrigir. O acompanhamento trabalha comunicação, autonomia e participação na vida real, para que a criança tenha mais recursos e a família mais clareza. Isso muda a rotina de uma casa de verdade, e é uma coisa bem diferente de prometer que a criança vai deixar de ser autista.

A criança precisa deixar a escola para fazer terapia?#

Não. O plano é montado contando com a escola.

Escola, convivência familiar e tempo livre fazem parte do desenvolvimento. Um plano que inviabiliza isso está mal dimensionado. Quando existe conflito de horário, a conversa é sobre prioridade e ajuste, e não sobre abrir mão da escola.

Terapias e intervenção

Por quanto tempo dura o acompanhamento?#

Depende da criança, e o plano é revisto periodicamente.

O acompanhamento não é estático: pode aumentar, diminuir ou ser reorganizado conforme a criança avança. Reduzir intervenções também é resultado, e é assim que isso é comunicado à família.

Existe terapia em grupo? Como funciona?#

Sim. São os Programas Ser: ciclos em grupo, com objetivo e número de encontros definidos.

São seis programas, cada um com faixa etária, objetivo e formato próprios, e dois deles são para a família: um para pais e cuidadores, outro para irmãos. As turmas são pequenas e formadas por idade e objetivo de trabalho, não por diagnóstico. O grupo soma ao acompanhamento individual e não entra no lugar dele, e a indicação sai da avaliação.

Programas em grupo

Psiquiatria e medicação

Consulta médica, TDAH, insônia, ansiedade e as dúvidas sobre remédio, que são as que mais assustam.

Meu filho vai precisar tomar remédio?#

Medicação é uma conduta possível, nunca automática.

A decisão é médica, tomada caso a caso, e nem toda demanda leva a medicação. Quando é indicada, o médico explica para quê serve, o que observar em casa e como será acompanhada. Situações que envolvem medicação costumam pedir retornos mais próximos, inclusive mensais.

Psiquiatria infantojuvenil

Como sei se é TDAH ou só uma criança agitada?#

A diferença está na intensidade, na constância e no prejuízo real.

Toda criança se distrai e se agita. O que muda no TDAH é que isso aparece em mais de um ambiente, se mantém ao longo do tempo e atrapalha o dia a dia de forma consistente. Só uma avaliação separa isso de um momento de vida, de uma questão de sono ou de uma demanda escolar mal ajustada.

Psiquiatria infantojuvenil

Ansiedade em criança existe mesmo?#

Existe, e em criança ela tem cara própria.

Costuma aparecer como recusa de ir à escola, dor de barriga sem causa clínica, dificuldade para dormir, choro em situações de separação ou irritabilidade. Nem toda preocupação é transtorno, e é justamente essa linha que a consulta ajuda a traçar.

Psiquiatria infantojuvenil

Vocês atendem em situação de emergência?#

Não. Este é um serviço ambulatorial, de consulta agendada.

Em emergência, procure um serviço de urgência ou ligue para o SAMU, 192. Se houver risco à vida, ligue 193. Se a criança já é acompanhada aqui, avise a equipe depois para que a conduta seja revista.

Primeiro contato

Agendamento, o que levar, convênio e onde a unidade fica.

Como faço para marcar a primeira conversa?#

Pelo formulário ou pelo WhatsApp. A equipe retorna.

Não é preciso encaminhamento médico para procurar. Na primeira conversa a equipe entende a idade da criança, o que motivou a busca e o que já foi feito, e explica o percurso previsto para o caso de vocês.

Agendar avaliação

O que levar na primeira consulta?#

Tudo o que já existir por escrito.

Laudos e relatórios anteriores, relatórios da escola, receitas de medicação em uso e exames recentes. Se não houver nada disso, não tem problema: a conversa começa do zero, e a história que a família conta já é material de trabalho.

Vocês atendem por convênio?#

Entre em contato com a equipe para verificar a cobertura do seu plano.

A equipe verifica a cobertura e as condições de atendimento para o seu plano de saúde, e responde antes de qualquer agendamento. O WhatsApp é o canal mais rápido para essa resposta: tenha em mãos o nome da operadora e o tipo de plano.

[PREENCHER: convênios credenciados e política de particular x convênio — pendências 10 e 11 do briefing]

Quanto custa?#

Depende do que a avaliação indicar para cada criança.

Os valores são informados pela equipe antes de qualquer agendamento, e o percurso previsto é explicado na primeira conversa, para a família saber o que está contratando.

[PREENCHER: valores particulares — pendência 13 do briefing]

Onde fica e quais são os horários?#

No Lago Norte, em Brasília, em prédio próprio, com as terapias e o ambulatório médico no mesmo endereço.

São 8 salas adaptadas para terapias, com ambulatório médico em outro andar do mesmo prédio. Cada sala foi preparada para o tipo de intervenção que acontece nela, e a família pode conhecer o espaço antes de decidir.

[PREENCHER: endereço completo e horários oficiais de atendimento — pendências 12 e 15 do briefing]

Atendem adolescentes?#

Sim. O acompanhamento vai de 0 a 14 anos, e a investigação diagnóstica não tem limite de idade.

O acompanhamento aqui é de 0 a 14 anos, e a abordagem muda bastante com a idade: os objetivos de um adolescente são outros, e a forma de conduzir a conversa também. Já a investigação diagnóstica é feita em qualquer idade, inclusive em quem chega depois dos 14 buscando entender a própria história. A partir dos 14 anos, o médico define com a família qual é a melhor continuidade. Fale com a equipe sobre o caso.

Estas respostas são orientação geral e não substituem uma consulta ou uma avaliação. Cada criança é avaliada individualmente. [PREENCHER: assinatura da profissional responsável pelo conteúdo, com registro e RQE — pendência 14 do briefing].

A dúvida que sobrou vale uma conversa

Nenhuma página responde por uma criança específica. A primeira conversa serve para entender o caso de vocês e explicar o percurso previsto, sem compromisso de seguir adiante.